Buscar: Em:
Audax Flanders 1X
 

  
  
06/12/2016

A Audax continua investindo no segmento, pois sabe muito bem que a nossa crise atual vai passar. Ela se prepara para esse grande momento e pouco a pouco vem revelando alguns dos segredos do seu lineup 2017, como no teste que realizamos com a pré-série da FS-900X, uma full suspension para XCO e XCM, quatro meses atrás.


“A Audax tem pouco mais de um ano e meio de vida e pretende ser uma opção às marcas importadas para o consumidor brasileiro. Na nossa linha de alta performance, não só procuramos desenvolver produtos com alto nível de acabamento e desempenho, como também procuramos oferecer produtos inovadores, que abram portas para outras modalidades do ciclismo para nossos consumidores. A Flanders 1X é um exemplo”, explica Luiz Kuhlmann, da área R&D, da Audax Bike.


Flanders é uma região no norte da Bélgica, país que revela um sem-número de ciclistas e onde são promovidas várias provas famosas. Uma das mais famosas do mundo é o Tour de Flanders, cuja primeira edição foi disputada em 1913, montanhosa e com trechos de paralelepípedos. Mas a inspiração do nome do modelo vem mesmo da força da modalidade ciclocross na região.


Flanders 1X é uma bike de ciclocross, modalidade que já abordamos algumas vezes. Resumidamente, suas provas são curtas, com trechos de lama, single tracks, subidas curtas e íngremes e com obstáculos naturais e artificiais, muitas vezes obrigando o atleta a carregar a própria bike. No entanto, provas mais longas, de até 100 quilômetros, estão surgindo pelo mundo.


Mas a modalidade pode ganhar nova tendência e vem atraindo a atenção. Apesar de pouco praticada e ainda desconhecida no Brasil, o ciclocross pode atrair pela sua versatilidade. Uma bike de ciclocross pode ser usada para deslocamentos urbanos, treinamento em estradas de terra e/ou em asfalto com má conservação, o que não é novidade por aqui. Fora os adeptos, seja pela conveniência e/ou segurança, muitos ciclistas poderiam pedalar em estradas de terra, fartas em nosso país e com tráfego muitíssimo menor de veículos, se comparada com estradas asfaltadas.


“As bicicletas de ciclocross, devido à sua geometria mais relaxada, se comparada à uma bike de estrada, são extremamente versáteis e também uma ótima opção para utilização urbana. Desde os primeiros testes, nosso circuito incluía estradas de asfalto em bom e mau estado, estradões de terra, paralelepípedos e trechos de cross country, além dos deslocamentos urbanos. As bikes conquistaram todos nós e decidimos prosseguir o projeto. Agora estamos lançando dois modelos, com quadro de carbono UD T700 e T800, dirigidas a públicos diferentes. A Flanders 105, com transmissão 2x22 (48/36 dentes x 11-28 dentes), é mais versátil e adequada para quem quer uma bike para ‘fazer de tudo’; já a Flanders 1X é uma puro sangue de ciclocross, com transmissão Sram Force1 – corora com 40 dentes e cassete de 11-28 dentes.


O DNA da 1X não a qualifica para subir serras, mas para rápidos circuitos de ciclocross, com subidas curtas e rápidas ou até impossíveis. Daí o quadro ter bastante espaço no triângulo dianteiro, para que a bike possa ser carregada nos ombros com facilidade.


Ainda no segmento de ciclocross, estamos terminando o desenvolvimento de dois modelos com quadro de alumínio e garfo de carbono, que entram em linha no meio de 2017”, completa Kuhlmann.


A Flanders X1 é bonita e discreta. Quem a viu adorou a cor e elogiou o acabamento. Toda a bike é em carbono, com tubos de diferentes formatos. No tamanho 51, pesa 8,8 quilos (sem os pedais), pouco acima de topos de linha com pneus tubulares e rodas de carbono, segundo a Audax.


Chama a atenção os freios hidráulicos TRP HY/RD híbridos, que são acionados por alavancas convencionais (cabo). “Optamos por essa alternativa para reduzir os custos de reparo em caso de queda e dano nas alavancas de freio/marcha”, emenda Kuhlmann. Os rotores são TRP, com 160 mm de diâmetro. Junto com a bike vai um par de alavancas Tektro RL721, para montagem na parte plana do guidão. Essas alavancas, que ficam em linha com as Force1, são uma ótima alternativa para o uso urbano da bike ou para quem ainda não tem confiança para frear em um downhill segurando na curva inferior do guidão, por exemplo.


O responsável da área de desenvolvimento da Audax chama a atenção para outra curiosidade: “Em geral, as ciclocross puras não têm buchas para fixação de suportes para caramanhola, pois as corridas de ciclocross são em circuito fechado e duram apenas uma hora. No caso da Flanders 1X, temos buchas para dois suportes na posição tradicional, para adequá-la à nossa proposta de versatilidade”.


Completando a apresentação, as rodas são Cole Rollen CX (clincher), com aros de alumínio, eixos passantes de 12 mm na dianteira e traseira e pneus Continental Cyclocross Race 700x35C Performance. E tem componentes FSA Energy, selim Prologo Zero II PAS T2.0 e fitas de guidão Velo de EVA, para melhor absorção de vibrações. Pedais VP VX-1000 acompanham a bike.


Até o fechamento desta edição, o preço da Flanders 1X não havia sido informado. 


Alex Constâncio mais uma vez foi nosso piloto de testes. Veremos a seguir suas considerações.


Em ação - “Que tal uma bike para pedalar no asfalto e ao mesmo tempo encarar uma trilha moderada? Isso é possível com a Audax Flanders, uma bike para ciclocross, muito robusta, que pode andar com a galera dos ‘speedeiros’ e, ao mesmo tempo, dar um sufoco nos ‘brothers’ do MTB em uma trilha leve ou estradões de terra batida. 


Achei que o visual da bike chama bastante a atenção, com bonito esquema de cores. É moderna e tem acabamento muito bom, além de excelentes componentes.


E basta começar a pedalar para saber que a Flanders é arisca. Portanto, não pense em conforto na terra, mas em muita emoção e tração, juntas. Pneus mais finos do que os de MTB, vêm com cravos pequenos muito funcionais. Certificando-se da calibragem correta para cada terreno, a bike vai desenvolver muito bem. 


O ciclocross é uma modalidade específica, que requer habilidade, equilíbrio e familiaridade, pois a dirigibilidade na terra (e lama, que não foi o caso desse teste, infelizmente) é mais limitada com a ‘pegada’ de uma estradeira, além de acompanhar a sensação de que o tempo todo é preciso estar atento, procurando se equilibrar e buscando tração. Já na cidade a diversão é outra, pois, além da boa performance, passa melhor pelos buracos e imperfeições do asfalto.”


Chassi


Quadro: Audax Cross Carbon PRO


garfo: Audax Cross Carbon PRO, caixa de direção integrada


AMORTECEDOR TRASEIRO: ND


Cockpit


Freios: TRP HY/RD híbrido + alavancas auxiliares Tektro RL721


Guidão: FSA Energy, 420/440 mm; fita Velo  


Mesa:  FSA Energy, +/- 6º, 90/100 mm 


Selim: Prologo Zero II


CANOTE: FSA Energy, 31,6 x 350 mm


PEDAIS: VP VX-1000


rodas


AROS: Cole Rollen CX


CUBOS: Cole


Pneus: Continental Cyclocross Race, 700x35C 


transmissão


Pedivela: Sram Force 1, 30 mm, 40 dentes


Movimento central: FSA BB30 BB


TROCADORES: Sram Force 1


Câmbio Diant.: ND


Câmbio tras.: Sram Force 1, Short Cage


Cassete: Sram PG 1130, 11-28 dentes, 11 velocidades


plus


Tamanhos: 49, 51 (testado), 54 e 57 cm


Garantia: ND


Peso: 8.850 gramas (tam. 51 cm)


Preço (médio): ND


contato: audaxbike.com


palavra do biker


alex constâncio


 “O quadro, que possui geometria semi-slooping, a caixa de direção, o garfo e o movimento central são extremamente rígidos. Já o triângulo traseiro curto faz com que a bike fique bem ‘encaixada’ no ciclista. Em resumo, É uma bike bastante rígida, que desenvolve boa velocidade.”



Fotos
  
  
  
  
  
  
  
  
  
  
  
  
  
  
  
  
  
  
  
  
  
  
  
  
  
  
  
  
  
  

Deixe seu comentário sobre a notícia

Seu nome/apelido:
Seu comentário:
Digite o que você vê na imagem abaixo: *
   

 
Revista Dirt Action
Revista Moto Action