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Orbea Keram30
 

  
  
22/11/2016

Mais ou menos uma década atrás, um bicicleta elétrica estava mais para uma motocicleta. Tinha pedais, mas praticamente não era necessário pedalar, bastava acelerar. Ganhou força, então, o sistema de pedal assistido, exigindo que se pedale para poder contar com a assistência de um motor elétrico. Os “puristas” continuavam torcendo o nariz, apesar crescer a simpatia pela solução.


Investimentos continuaram sendo feitos e o conceito evoluiu. As bicicletas com pedal assistido, e-bikes, pedelecs ou simplesmente “bicicletas elétricas são bikes que sempre necessitam do esforço humano. Maior ou menor esforço, quem decide é o usuário”, diz Celso Anderson, da Orbea.


As e-bikes tinham apelo para locomoção econômica em pequenos trechos urbanos, sem poluir e minimizando o impacto no trânsito. Mas, recentemente, elas começaram a ser usadas para lazer e também no esporte, principalmente no MTB.


Por exemplo, dois amigos que possuem níveis diferentes de condicionamento físico agora podem ir juntos a uma trilha de MTB. Com o pedal assistido, aquele menos condicionado consegue curtir o treino ou o passeio com aquele que está melhor fisicamente. O mesmo caso se aplica a um casal com nível de condicionamento diferente. Assim, aquele visual maravilhoso, após muitos quilômetros de pedal e subidas, agora pode ser vislumbrado com muito menos suor.


“Talvez o melhor exemplo seja o de uma pessoa que não está na sua melhor forma mas quer fazer uma trilha ou passeio um pouco mais radical, com subidas e descidas desafiadoras. O pedal assistido irá proporcionar que ele chegue no alto da montanha com gás suficiente para curtir a descida, usando sua habilidade com energia suficiente para um pedal prazeroso. Também propicia maior assiduidade nas pedaladas e, consequentemente, melhoria da forma física”, completa Celso.


 


Orbea na vanguarda


O grande mercado desses “novos” produtos é justamente aquele que mais se preocupa hoje com natureza e sustentabilidade, a Europa.


Segundo o Celso, “dados de 2015 mostram crescimento de mais de dois dígitos percentuais nas vendas de e-bikes, principalmente na Alemanha, Bélgica e Holanda. Isso demonstra que muitas pessoas, ao invés de usarem o carro, estão optando pela bicicleta elétrica. A Orbea, marca espanhola com mais de 175 anos de história, percebeu isso e corre atrás desses números positivos na Europa. Aqui, no Brasil, a marca iniciou o trabalho com a nova linha 2017 de e-bikes. Ainda falando em números, mais de 500 mil bicicletas foram vendidas na Alemanha em 2015, enquanto o mercado de bicicletas no mesmo país apresentou 6,4% de queda, no mesmo ano”.


Para se ter uma ideia, na Europa, por exemplo, a Orbea disponibiliza 25 modelos de e-bikes, separados em três segmentos: urbano, lazer e MTB! O modelo que testamos, a Keram 30, é o modelo de entrada de MTB, entre oito modelos, e foi também a escolhida para estrear no mercado brasileiro. 


Keram 30 - Quando soubemos que mais uma e-bike chegaria na redação, alguns logo ficaram curiosos. Além da cor verde, chama a atenção o conjunto Shimano Steps. Ele é composto pela bateria de íon-lítio, motor, conjunto de pedivela, punho de controle e ciclocomputador. Acompanha o carregador de bateria. O quadro em alumínio, portanto, foi desenvolvido especialmente para esta solução.


O motor de 250 watts de potência (36 V) ajuda a aumentar a velocidade, mas essa ajuda é cortada ao atingir cerca de 25 km/h. Mais do que isso será pela potência no pedal ou pela ajuda da gravidade. Segundo a Shimano, com 3,2 quilos, é um dos motores mais leves do mercado. Já a bateria montada no tubo inferior, tem 2,66 quilos e pode ser recarregada 1.000 vezes (ciclos) sem perda significativa. 


Leva duas horas para recarregar 80% da carga máxima da bateria ou quatro horas para 100%. O ciclocomputador possui todas as funções básicas e informa a autonomia (em quilômetros) da bateria para os três modos de auxílio do motor: High (alta), Normal ou Eco. Como exemplo, quando recebemos a Keram, a bateria apresentava 97% de carga, o suficiente para pedalar 90 km no modo Eco, 80 km no modo Normal e 67 no High. 


Antes de falar sobre o comportamento, vamos completar os destaques do modelo A suspensão dianteira é da SR Suntour, modelo M3030, com 75 mm de curso. Os freios são hidráulicos a disco, da Shimano, e o câmbio traseiro também é Shimano, Altus, com 8 velocidades. A bike pesa 21,7 quilos e o preço sugerido é 13.990 reais.


Tratando-se de um modelo de entrada no MTB, achamos que a Keram 30 poderia se sair muito bem na cidade. E no mesmo dia que a recebemos, Allan, que trabalha na editora, aproveitou uma noite de clima ameno e não muito seco para voltar para casa com ela. No dia seguinte, ele nos contou como foi.


“Gostei muito da Keram. O posicionamento é confortável, e ajudam o selim macio e os pneus. A suspensão dianteira (SR Suntour) também tem funcionamento macio. Com tanta autonomia, não titubeei: escolhi o modo High. As saídas e arrancadas são tranquilas, e não achei o conjunto muito pesado, apesar dos seus 21,7 quilos. O auxílio do motor vem de forma natural. A bike é ágil, e o guidão não é muito largo, possibilitando enfrentar o trânsito e suas dificuldades tranquilamente. Com essa bike não é possível manter altas velocidades, e rapidamente soube que o motor corta perto dos 25 km/h. Essa velocidade é boa, o que quero dizer é que, já em certa velocidade, não dá para dar aquela arrancada para ultrapassar alguma dificuldade à frente ou um carro, por exemplo. Além disso, como é voltada para o MTB, as marchas são curtas. Foi quando descobri a melhor maneira de curtir essa Keram: pedalar curtindo, tranquilo. No dia seguinte, pedalando dessa forma, cheguei na editora no mesmo tempo que costumo levar com a minha bike, mas estava seco, não suei, e estava com bom astral, pronto para mais dia de trabalho. Por fim, não sou alto, mas o local da caramanhola me incomodou ao pedalar em pé ou ao parar a bike.”


Logo depois foi a vez de Alex Constâncio pedalar a bike. “A bike elétrica Keran 30 vem equipada com ciclocomputador, onde você escolhe a intensidade da ajuda do motor para iniciar o rolê. Sim, é preciso pedalar para o motor funcionar. 


O segredo desse tipo de bike é pedalar constantemente, e não tão rápido. Mesmo porque o motor corta a ajuda quando a velocidade atinge cerca de 25 km/h, e você fica somente com os pedais. É uma bike relativamente pesada, porém é diversão garantida na terra ou mesmo para ir trabalhar. Você só vai lembrar de quanto realmente ela pesa na hora de tirá-la e colocá-la no carro, se for o caso. 


A maior diferença é sentida nas subidas, pois o motor ajuda a manter os giros do pedal e, rapidamente e sem muito esforço, a subida é superada. Você pode fazer aquelas trilhas com subidas mais pesadas com menos sofrimento, fazer aquele passeio suando bem menos ou simplesmente ir mais longe! 


O motor tem três modos de funcionamento, e na maior parte do teste eu pedalei no High, de máxima performance. Assim a bateria descarrega mais rápido, mas pelo ciclocomputador você visualiza a autonomia em cada modo, para evitar surpresas e não ficar na mão. Caso seja obrigado a economizar bateria, existe ainda dois modos, que funcionam muito bem para completar a diversão.


O motor é bem silencioso.


 


Quanto ao design e à rigidez do quadro, achei-os fantásticos. A bike  é muito estável, previsível e segura, com bons freios. E, sim, o ciclista tem um certo conforto. Você conseguiu enxergar quantas novas possibilidades surgem com a Keram? É isso, novas maneiras de se divertir! 


 


Chassi


Quadro: Orbea Keram 


garfo: SR Suntour M3030, disco, QR, 75 mm de curso


AMORTECEDOR TRASEIRO: ND


Cockpit


Freios:Shimano M315, hidráulicos a disco  


Guidão: Orbea OC, 720 mm  


Mesa:  FSA, integrada, 11/8” - 11/2” (inferior) 


Selim: Selle Royal 2062


CANOTE: Orbea OC, 31,6x400 mm


PEDAIS: VP-536 


rodas


RODAs/CUBOS: Mach1 ER20, 19c


Pneus: Kenda K1153, 29x2.35” 


transmissão


TROCADOR: Shimano M310 


Pedivela: Shimano Steps E600


Câmbio Diant.: nd


Câmbio tras.: Shimano Altus M310


Cassete: Shimano Altus M310, 12-32 dentes, 8 velocidades


plus


Tamanhos: S, M (testada) e L


motor: Shimano Motor DU-E6001, 250 W


bateria: Shimano Steps E6010, 400 Wh


Garantia: vitalícia p/ o quadro (1º dono); 1 ano p/ componentes


Peso: 21.700 gramas


Preço (médio): R$ 13.990


 


contato: www.orbea.com/br-es/


palavra do biker


alex constâncio


 “O segredo para desfrutar bem essa bike elétrica é manter a pedalada em baixas rotações e contar com a ajuda do motor. Pense em muita diversão em trilhas leves, passeios na terra ou na cidade ou para uso diário. Garanto que vocês vão curtir.”

Fotos
  
  
  
  
  
  
  
  
  
  
  
  
  
  
  
  
  
  
  
  
  
  

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